A cibersegurança é um assunto sério e pode transformar a reputação de uma empresa, que demorou anos para ser construída. Se você não cumpre à risca a LGPD, não aposta em treinamentos e em uma cultura de segurança, seu negócio fica altamente vulnerável.
Em uma pesquisa recente sobre segurança cibernética encomendada pela Sophos, vimos que 44% das empresas brasileiras entrevistadas já sofreram ataques de
ransomware. Isso é uma prova de que a vulnerabilidade existe e precisa ser considerada nas decisões de gestão.
Para saber mais sobre o tema e outros dados da pesquisa, continue lendo nosso artigo, discutimos a fundo o tema.
Cibersegurança, ou segurança cibernética, é a prática de proteger sistemas, redes e dados contra ataques, danos ou acesso não autorizado. Envolve a implementação de tecnologias, processos e práticas para garantir a integridade, confidencialidade e disponibilidade das informações digitais.
Hoje, os dados de um negócio são um bem precioso — informações de clientes, contatos de fornecedores, contas, senhas e outros dados altamente sigilosos. Sem eles, muitos negócios não podem nem começar uma simples tarefa no dia, por exemplo, dar sequência a uma venda e fechá-la, garantindo mais um cliente na carteira.
É por isso que tantos ataques acontecem no Brasil e no mundo. Os cibercriminosos têm sempre táticas avançadas para invadir sistemas desprevenidos: se existe uma brecha de
vulnerabilidade, as chances de sua empresa ter problemas são grandes. Então, continue lendo para entender como reforçar sua cibersegurança!
Um sistema pode ser invadido de diversas formas, porque os ataques cibernéticos agem em diferentes camadas. É crucial conhecer os principais para entender como agir em relação à cibersegurança!
Malware é um termo genérico para qualquer software projetado para causar danos ou explorar sistemas. Tipos comuns de malware incluem:
Engenharia social envolve manipular indivíduos para obter informações confidenciais ou acessar sistemas. Alguns métodos incluem:
DDoS é a sigla para Distributed Denial of Service, são ataques que buscam sobrecarregar um serviço, site ou rede com tráfego massivo, tornando-o indisponível para usuários legítimos. Isso é feito geralmente usando uma rede de dispositivos comprometidos (botnets) para gerar um volume enorme de solicitações.
Dispositivos IoT (Internet das Coisas), como câmeras de segurança, termostatos e até eletrodomésticos conectados, podem ser vulneráveis a vários tipos de ataques. Um deles é o Botnets de IoT, que podem ser usados em ataques DDoS ou outras atividades maliciosas sem o conhecimento dos proprietários.
Há também a exploração de vulnerabilidades — se os dispositivos IoT frequentemente têm falhas de segurança ou falta de atualizações de software, eles se transformam em alvos fáceis para exploração.
Ataques a cadeias de suprimentos visam comprometer a segurança de fornecedores ou parceiros para atingir uma organização alvo.
Quase sempre inclui comprometimento de software com inserção de malware em atualizações de software legítimas, como ocorreu com o ataque à SolarWinds.
Tem a possibilidade de manipulação de hardware, ou seja, alteração de componentes físicos durante a fabricação ou transporte para criar vulnerabilidades.
Há ainda outros tipos de ataques, como o Man-in-the-Middle (MitM), quando um cibercriminoso intercepta e possivelmente altera a comunicação entre duas partes sem o conhecimento delas. Pode ocorrer em redes Wi-Fi públicas ou em qualquer comunicação insegura.
O Cross-Site Scripting (XSS), que envolve injetar scripts maliciosos em páginas web que são então executados no navegador dos usuários, podendo roubar cookies ou informações de sessão.
Brute Force, quando o criminoso atacante tenta todas as combinações possíveis de senhas até encontrar a correta, geralmente automatizado para ser mais eficaz.
Quando você lê sobre o que é cibersegurança e ataques cibernéticos, tende a se assustar com as inúmeras possibilidades. A cada nova tecnologia, novos ataques surgem — o maior uso de inteligência artificial é um bom exemplo.
Entenda quais são esses novos ataques.
Com o avanço da IA, os ataques cibernéticos estão se tornando mais sofisticados e difíceis de detectar. Como automatização de ataques com ferramentas baseadas em IA, elas permitem que phishing e brute force, por exemplo, se tornem mais rápidos e difíceis de prevenir.
Além disso, sistemas de IA podem aprender a evitar detecção por firewalls e sistemas de antivírus, adaptando-se e evoluindo rapidamente.
Cryptojacking é a prática de usar o poder de processamento de um sistema sem o conhecimento do proprietário para minerar criptomoedas. Os atacantes inserem scripts maliciosos em sites ou através de malware para aproveitar os recursos computacionais da vítima.
O sistema afetado sofre lentidão significativa, já que o poder de processamento é desviado para a mineração de criptomoedas. Há ainda maior consumo de energia, aumentando custos de eletricidade e desgaste acelerado de hardware.
Com a expansão das redes 5G, surgem novos vetores de ataque e desafios de segurança. Um deles é o aumento na conectividade de dispositivos IoT via 5G que pode amplificar o impacto de ataques, especialmente se esses dispositivos não forem adequadamente protegidos.
A complexidade das redes 5G e a integração de novas tecnologias podem criar novas vulnerabilidades, como ataques à infraestrutura de rede e manipulação de dados em trânsito.
Deepfakes são vídeos ou áudios gerados por IA que podem criar conteúdo falso convincente. Isso é utilizado para criar e espalhar notícias falsas ou propaganda manipuladora, impactando a opinião pública e afetando a integridade, muito explorado em épocas de eleições e processos políticos.
Pode-se ainda usar deepfakes para enganar indivíduos, como ao criar vídeos falsos de figuras públicas ou executar fraudes financeiras.
Sistemas de Controle Industrial, como os usados em infraestrutura crítica de energia, água, transporte, enfrentam ameaças específicas. Uma delas são os ataques ransomware, criptografando dados de sistemas de controle industrial, levando à paralisação de operações e exigindo resgate.
Ataques também comprometem a integridade dos processos industriais, causando danos físicos a equipamentos e interrupções na operação.
Construir uma postura robusta de cibersegurança para proteger uma empresa de todas essas ameaças envolve as seguintes boas práticas:
Conceda aos usuários apenas as permissões necessárias para suas funções, revisando-as e ajustando regularmente. Além disso, use a autenticação multifatorial (MFA) para adicionar uma camada extra de segurança além da senha.
Também é interessante implementar políticas de senha fortes e usar gerenciadores de senhas para armazenar credenciais de forma segura. Outro ponto é garantir que a criação e a remoção de contas de usuários sejam feitas de forma ágil para minimizar riscos.
Aqui, você deve integrar práticas de segurança desde o início do ciclo de desenvolvimento de software. Utilize testes de segurança como parte do processo de desenvolvimento (DevSecOps).
Outro cuidado é manter todos os aplicativos e suas dependências atualizados com os últimos patches de segurança, assim como ter controles rigorosos de acesso em nível de aplicação para proteger dados sensíveis.
O time de TI deve ter entre suas rotinas auditorias regulares e testes de penetração para identificar vulnerabilidades.
Desenvolva e mantenha um plano detalhado que inclua identificação, contenção, erradicação, recuperação e lições aprendidas. Isso fica mais simples com uma equipe especializada com papéis e responsabilidades bem definidos.
É crucial definir protocolos de comunicação interna e externa para manter todas as partes interessadas informadas durante um incidente. Além disso, após um incidente, conduza uma análise para entender a causa raiz e implementar medidas corretivas.
Garantir uma cultura de segurança forte depende de uma consciência que vem dos gestores e passa por todos os colaboradores. Isso pode ser potencializado ao oferecer treinamentos contínuos sobre cibersegurança para todos na organização, cobrindo tópicos como phishing, engenharia social e boas práticas de segurança.
Outro cuidado é realizar campanhas de simulação de phishing para avaliar e melhorar a conscientização dos funcionários. Também vale criar campanhas e comunicações frequentes para manter a equipe informada sobre as últimas ameaças e melhores práticas através de newsletters e atualizações regulares.
Fomentar essa cultura de segurança onde todos se sintam responsáveis pela proteção dos dados e recursos da empresa é um trabalho constante, ok?
Ter resiliência em relação à cibersegurança envolve o planejamento de continuidade de negócios, como ao desenvolver e manter planos para garantir a operação contínua durante e após um incidente de cibersegurança.
Implemente uma estratégia de backup robusta e realize testes de recuperação para garantir a integridade e disponibilidade dos dados. Lembre-se de projetar sistemas e redes com redundância e robustez para suportar falhas e ataques, assim como realizar avaliações e testes regulares de resiliência para identificar e corrigir pontos fracos.
Existe uma variedade de soluções que sua empresa pode usar para se manter segura. Nós comentamos em detalhes as principais!
Nesse ponto, alguns itens são essenciais, como:
E, como já mencionamos, Controle de Acesso e IAM (Identity and Access Management) e autenticação multifatorial (MFA) são essenciais para gerenciar quem pode acessar os recursos na nuvem.
Na questão de mobile, além da criptografia de dados, sua empresa deve considerar os seguintes itens de segurança:
Além de pontos que já tratamos ao longo do artigo, como criptografia, controle de acessos e backup, considere classificar e rotular dados de acordo com sua sensibilidade para aplicar medidas de proteção adequadas.
Além disso, utilize ferramentas de monitoramento para detectar e responder a atividades suspeitas ou
violações de dados.
Para o gerenciamento de riscos, realize avaliações periódicas para identificar e avaliar ameaças e vulnerabilidades potenciais. Use a metodologia apropriada para sua organização, como análise qualitativa ou quantitativa.
Também é essencial implementar ferramentas de monitoramento contínuo para identificar e avaliar novos riscos em tempo real.
Desenvolva e mantenha programas de conscientização para educar os funcionários sobre ameaças de cibersegurança, como phishing, engenharia social e boas práticas de segurança.
Vale oferecer treinamentos regulares e atualizações para garantir que a equipe esteja ciente das últimas ameaças e práticas recomendadas.
O ciberseguro (ou seguro cibernético) é essencial para as empresas por vários motivos. Ele pode cobrir os custos associados a incidentes de cibersegurança, como ataques de ransomware, que podem causar grandes perdas financeiras devido a paralisações de negócios e pagamentos de resgates.
Em caso de violação de dados, alguns ciberseguros cobrem os custos de notificação a clientes afetados e oferecer monitoramento para proteger contra roubo de identidade.
Pode ajudar ainda a cobrir multas resultantes consequentes de vazamento ou violação de dados que resultem de sanções da LGPD ou GDPR. Contratar um bom ciberseguro traz tranquilidade para sua operação, garantindo que os negócios não parem.
Atualmente, muitas leis e protocolos precisam ser seguidos para garantir conformidade, evitar vazamento de dados e também manter a reputação da sua empresa.
A
LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais) é a primeira delas. Trata-se da legislação brasileira que regulamenta o tratamento de dados pessoais e estabelece diretrizes sobre como as empresas devem coletar, armazenar, processar e proteger essas informações.
Ela estabelece requisitos rigorosos para a proteção dos dados pessoais, ajudando a prevenir vazamentos e uso inadequado dessas informações. O não cumprimento da LGPD pode resultar em multas significativas e outras sanções administrativas. As penalidades podem chegar a até 2% do faturamento anual da empresa, com um limite máximo de R$ 50 milhões por infração.
Já GDPR é o equivalente europeu à LGPD. Empresas brasileiras que vendem para outros países da Europa devem prestar muita atenção aos seus requisitos e regulamentos.
Há ainda outras regulamentações quando falamos de cibersegurança, como o PCI DSS, um conjunto de padrões de segurança criado para proteger informações de cartões de pagamento. E também a HIPAA, uma lei dos Estados Unidos que estabelece normas para proteger a privacidade e a segurança das informações de saúde pessoais.
Dependendo dos setores que sua empresa abrange, essas duas regulamentações também precisam ser cumpridas à risca.
A cibersegurança é uma questão mundial, e todos os países precisam estar atentos. O Brasil, em 2023, respondeu por 36% dos ataques cibernéticos da América Latina e Caribe, segundo a iamit, consultoria de TI.
Mesmo com a LGPD, que entrou em vigor em 2020 e trouxe uma maior ênfase na proteção de dados pessoais e na conformidade com normas de segurança, muitas organizações ainda estão vulneráveis.
Uma pesquisa independente com líderes de segurança de TI/cibersegurança encomendada pela
Sophos mostrou que 83% das companhias sofreram ataques hackers no Brasil (ransomware) e pagaram resgates em 2023. O valor pago no resgate assusta: US$ 1,22 milhão (ou cerca de R$ 6,2 milhões).
Uma vez que a LGPD lei obriga as empresas a adotar práticas adequadas para proteger dados e notificar sobre violações, é preciso garantir que todos os papéis e cuidados estejam sendo providenciados, sobretudo o do
DPO, ou encarregado de dados. Também é fundamental fortalecer a cultura da segurança.
Além disso, contratar um seguro cibernético é um cuidado essencial para evitar ter que pagar resgates ou comprometer o trabalho, como já aconteceu em muitas empresas.
Investir em cibersegurança é essencial para proteger os ativos digitais de uma organização e garantir a resiliência diante de ameaças cibernéticas. A alocação de recursos deve ser estratégica e abordar áreas específicas para criar uma postura de segurança robusta, e sempre contar com profissionais com expertise em proteção de dados, como a LGDP e GPDR (quando for o caso).
A infraestrutura deve se considerar firewalls, criptografia, treinamentos contínuos, consultoria em segurança cibernética, além, é claro, do ciberseguro.
Investir em ciberseguro protege a empresa contra perdas financeiras decorrentes de ataques cibernéticos, como ransomware, violações de dados e interrupções de negócios.
Entretanto, considere trabalhar com corretores de seguros especializados para garantir que a cobertura atenda às necessidades específicas da organização, considerando suas exposições e riscos.
Os casos de WannaCry, NotPetya e Equifax são exemplos marcantes de incidentes de cibersegurança que tiveram um impacto significativo em organizações e indivíduos em todo o mundo
WannaCry foi um ataque de ransomware que se espalhou rapidamente por meio de uma vulnerabilidade no sistema Windows, conhecida como EternalBlue, que havia sido explorada por um grupo de hackers. O ransomware criptografava arquivos e pedia um resgate em Bitcoin para desbloqueá-los.
O ataque afetou mais de 200.000 computadores em 150 países, incluindo grandes organizações e serviços críticos, como hospitais e empresas multinacionais. Estima-se que o custo total dos danos tenha sido de centenas de milhões de dólares.
Muitas organizações afetadas tinham apólices de ciberseguro que cobriam resgates de ransomware. No entanto, o sucesso dessas apólices variou: algumas empresas pagaram o resgate, mas ainda assim enfrentaram dificuldades para recuperar totalmente seus dados e operações. Por isso, a necessidade de contar com bons corretores e empresas conhecidas no mercado.
NotPetya foi um ataque de ransomware de 2017 que também se espalhou utilizando a mesma vulnerabilidade do EternalBlue, mas foi projetado para causar destruição em vez de apenas extorsão financeira. O ransomware criptografava os dados e tornava os sistemas inoperantes, com um impacto particularmente grave em empresas multinacionais.
Ele causou danos significativos a empresas globais, incluindo a Maersk e a Merck. O custo total dos danos foi estimado em bilhões de dólares.
Semelhante ao WannaCry, as apólices de ciberseguro podem ter coberto os custos de resposta a incidentes e recuperação, mas é necessário que também pense em prevenção para reduzir os danos e viabilizar as indenizações de seguros, as quais neste caso não foram suficientes para prevenir os danos. No caso do NotPetya, a natureza destrutiva do ataque fez com que a recuperação fosse extremamente difícil.
Também em 2017, a Equifax, uma das maiores agências de crédito dos EUA, sofreu uma violação de dados massiva que expôs informações pessoais sensíveis de aproximadamente 147 milhões de pessoas, incluindo nomes, números de seguridade social e informações de crédito.
O vazamento teve um impacto grande na privacidade dos indivíduos e gerou custos significativos relacionados a notificações, monitoramento de crédito e processos judiciais. O custo total dos danos foi estimado em bilhões de dólares.
No caso de vazamentos de dados como o da Equifax, os seguros cibernéticos frequentemente cobrem despesas relacionadas a notificações, monitoramento e suporte jurídico, dentre muitas outras garantias como a reputacional da empresa, promovendo a continuidade do negócio sem abalar o financeiro e a credibildidade. .
A verdade é que as questões de cibersegurança estão presentes o tempo todo, e ficam mais graves quando as empresas não olham com atenção para suas vulnerabilidades. Esperamos que este artigo tenha feito você refletir um pouco mais.
Para entender sobre o seguro cibernético da NV,
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