Como proteger sua empresa dos ataques de Engenharia Social em 5 etapas

Muitos pensam que os ataques cibernéticos acontecem somente por conta de falhas tecnológicas. No entanto, muitas vezes a causa das invasões nos computadores e sistemas de uma empresa não passa de falha humana, como é o caso da Engenharia Social.

Esse tipo de invasão é muito comum quando se trata de cibersegurança e tira proveito das fraquezas humanas para liberar informações.

Mas o que é Engenharia Social e como podemos evitá-la?

O que é Engenharia Social

Engenharia Social é uma série de técnicas que os criminosos virtuais utilizam para que usuários se tornem vulneráveis e eles possam cometer diversos golpes.

Essa vulnerabilidade pode ser traduzida em vazamento de dados confidenciais e infecção de computadores com malwares, por exemplo.

Essas técnicas dependem da interação humana para manipular o usuário, persuadi-lo e enganá-lo para que ele divulgue informações confidenciais.

Por conta disso, diz-se que a base da Engenharia Social é a natureza humana e suas reações emocionais.

Segundo pesquisa feita pela empresa americana de telecomunicações Verizon, em 2019, 33% dos seus incidentes de segurança registrados tiveram a Engenharia Social presente.

Além disso, segundo o FBI, golpes de Phishing (que falaremos em seguida), provocaram prejuízos de mais de 57 milhões de dólares em 2019 nos Estados Unidos.

Isso mostra a importância que esses golpes têm nas finanças dos países.

Principais técnicas de Engenharia Social

Algumas das principais técnicas de Engenharia Social são:

  1. Baiting: também conhecida como “Isca”, são dispositivos como os pendrives, por exemplo, deixados em locais públicos para que alguém os ache e conecte no seu computador, liberando o malware;
  2. Phishing: e-mails que tentam convencer o usuário de que são fontes legítimas com promoções ou descontos, por exemplo, no entanto contém anexos com vírus;
  3.  Pretexting: é um ataque onde o criminoso finge ser outra pessoa tanto de maneira online quanto offline;

  4.  Smishing: é o phishing através de mensagens de texto e SMS;

  5.  Spam: uma das mais antigas táticas de tentativa de golpe para obter informações pessoais através do e-mail;

  6.  Spear Phishing: mesma tática do phishing, porém com funcionários de empresas;

  7.  Violação de e-mails: quando criminosos roubam a senha de e-mails e passam a enviar mensagens para os contatos, espalhando malwares;

  8.  Vishing: também conhecido como phishing por voz, onde o criminoso consegue os dados através de telefonemas.

Por mais que essas técnicas sejam muito eficientes, existem algumas maneiras que você pode proteger sua empresa. Conheça algumas agora:

5 maneiras de você proteger sua empresa dos ataques de Engenharia Social

Existem algumas maneiras simples e com baixo custo que ajudam a sua empresa a se proteger contra esses ataques. Conheça 5 agora:

1. Filtros nos e-mails

Os e-mails são os principais vetores de ameaça quando se trata de ataques de Engenharia Social.

Por conta disso, um dos primeiros passos para proteger sua empresa é instalar bons filtros de spam, anti malware e anti phishing em todos os computadores, assim, como orientar seus funcionários a fazerem isso nos seus e-mails pessoais.

Os filtros de spam, por exemplo, normalmente já existem nos servidores tradicionais de e-mails e servem para marcar e excluir e-mails suspeitos.

Eles também detectam links e arquivos que podem conter alguma ameaça ou uma lista de endereços IP ou IDs de remetentes não confiáveis.

Outras proteções também podem ser feitas nos equipamentos da empresa, tais como:

  • Manter o software anti malware, antivírus e sistemas sempre atualizados;
  • Orientar seus funcionários a não utilizarem a mesma senha para contas diferentes e a mudá-las com frequência;
  • Usar autenticação de dois fatores para proteger suas contas.

2. Presença digital

Lembre-se que o que torna sua empresa vulnerável aos ataques de Engenharia Social são as pessoas e a grande maioria delas está nas redes sociais.

Hoje em dia, uma das armas utilizadas pelos criminosos virtuais são as informações compartilhadas nessas redes. Dessa forma, é sempre bom estar atento à presença social tanto da empresa quanto das pessoas que trabalham nela.

Muitos ataques são feitos porque as pessoas acreditam nas informações que recebem, afinal, muitos criminosos se referem a eventos e nomes reais, ou seja, informações íntimas que estão disponíveis online.

Por conta disso, manter as informações pessoais apenas para amigos próximos e cuidar com o que é compartilhado é uma atitude importante para se manter mais seguro. Claro que não há necessidade de se tornar paranóico, mas é fundamental ter responsabilidade sobre o que é postado.

Afinal, a Engenharia Social só acontece porque a internet é uma grande enciclopédia, onde pode-se achar tudo sobre as empresas e seus funcionários.

3. Segurança cibernética

Para manter a segurança cibernética é fundamental educar seus funcionários sobre todas as possibilidades de ataques através da Engenharia Social.

Cursos, palestras e demais orientações para conscientizar as pessoas sobre a segurança é um investimento que com certeza valerá a pena.

Inclusive, você encontra gratuitamente na internet diversas opções de cartilhas de orientação para ajudar nesse processo junto a seus funcionários.

Entretanto, existem algumas informações básicas que podem fazer parte do dia-a-dia da sua empresa, como:

  • Confira a fonte de onde vem a sua comunicação: se ela não é conhecida, não é garantido que seja confiável e deve ser sempre tratada como se não fosse;
  • Duvide sempre dos links que recebe: confira o endereço antes de clicar;
  • Verifique a ortografia: muitas vezes os criminosos tentam se passar por bancos mas não utilizam uma linguagem formal. Desconfie!

4. Calma

A base de muitos ataques da Engenharia Social é o senso de urgência. Os criminosos se aproveitam da vulnerabilidade das pessoas para acessar seus dados.

Dessa forma, em muitos dos casos, manter a calma e não ter pressa é o que separa o ataque de ser bem sucedido ou não.

Mesmo um funcionário que está orientado sobre o que deve ou não fazer, pode cair em um golpe por conta do nervosismo e da pressa.

Inclusive, a pressa muitas vezes pode fazer seu funcionário acreditar em algo que, se ele parasse para refletir, talvez nem fizesse muito sentido, como os ataques fingindo que ele ganhou um grande prêmio ou uma herança de um primo distante.

5. Monitoramento constante

Como mencionamos, os ataques da Engenharia Social dependem das falhas humanas. No entanto, é papel das empresas manter o monitoramento constante de tudo o que acontece dentro dela, seja online ou offline.

Para isso, algumas atitudes podem ser implementadas pelas empresas, tais como:

  • Controle de acesso de entrada de pessoas e acompanhamento de visitantes;
  • Cuidados com as centrais telefônicas;
  • Implementação de crachás de identificação;
  • Fazer o correto descarte do lixo;
  • Remoção de informações sigilosas e desnecessárias que estejam visualmente disponíveis no ambiente;
  • Treinamento não só de vigilantes e recepcionistas, mas de todo o time de colaboradores.

Agora que você está a par do que é Engenharia Social e de algumas maneiras que você pode pode se proteger desses ataques, é hora de colocar em prática e proteger da melhor maneira sua empresa.

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