A LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais) está em vigor no Brasil desde setembro de 2020, e cerca de quatro anos depois ela ainda traz muitas dúvidas. Inclusive, muitas empresas ainda não estão em conformidade com a Lei.
Não estar em conformidade com a lei que regula e fiscaliza o controle de dados pessoais é muito arriscado. Além de colocar a reputação de uma organização em cheque, as multas são altíssimas. Uma multa simples, por exemplo, pode custar até 2% do faturamento do negócio, podendo chegar a R$ 50 milhões.
Isso sem contar outros transtornos,como a proibição parcial ou total do exercício de atividades relacionadas a tratamento de dados, em casos reincidentes, entre outros.
Ou seja, toda a cadeia de negócio é comprometida quando não existe conformidade com a LGPD. Para você cumprir à risca a lei de proteção de dados pessoais e evitar dor de cabeça, nosso artigo traz mais detalhes.
A LGPD estabelece uma série de direitos para os titulares de dados pessoais no Brasil. Confira quais são os principais requisitos relacionados aos direitos dos titulares de dados:
Os titulares, ou seja, as pessoas a quem os dados pertencem, têm o direito de serem informados de forma clara, precisa e facilmente acessível sobre o tratamento de seus dados pessoais, como finalidade, forma de coleta, utilização, armazenamento e proteção desses dados.
O direito de acesso quer dizer que os titulares devem ter facilidade de obter do controlador, em relação aos seus dados pessoais, informações claras e acessíveis sobre a forma e a duração do tratamento, bem como sobre a integralidade dos seus dados.
Os titulares têm o direito de solicitar a correção de dados incompletos, inexatos ou desatualizados que se refiram a eles.
Direito ao esquecimento significa que os titulares podem solicitar a eliminação dos seus dados pessoais tratados mesmo com o seu consentimento, exceto nos casos previstos em lei.
Por exemplo, se sua empresa trabalha com Leads (contatos de possíveis clientes), eles podem pedir para que os dados sejam apagados de seu banco de dados.
Os titulares têm o direito de receber os dados pessoais que lhes digam respeito e que tenham fornecido a um controlador, em um formato estruturado, de uso corrente e de leitura automática, e o direito de transmitir esses dados a outro controlador sem impedimento do controlador ao qual os dados pessoais foram fornecidos.
Os titulares têm o direito de revogar o consentimento dado para o tratamento de seus dados pessoais a qualquer momento, mediante manifestação expressa, exceto nos casos previstos em lei.
Os titulares têm o direito de serem informados sobre as entidades públicas e privadas com as quais o controlador realizou uso compartilhado de seus dados. Lembrando que a LGPD proíbe a comercialização dos dados pessoais, entretanto, as pessoas podem e precisam consentir que a outra empresa use os dados. Por isso, é preciso muito cuidado..
Os titulares têm o direito de serem informados sobre as consequências da negativa do consentimento.
Todos esses direitos previstos na LGPD procuram assegurar que os titulares tenham controle sobre seus dados pessoais e que possam exercer sua privacidade de maneira efetiva no contexto das relações comerciais e pessoais em que seus dados são tratados.
Para garantir a conformidade com a LGPD, é preciso que haja um Encarregado de Proteção de Dados, ou DPO (sigla para o profissional Data Protection Officer), na empresa.
Primeiro, por ser uma questão de cumprimento legal, já que a LGPD exige que certas organizações designem um DPO, especialmente aquelas que lidam com grandes volumes de dados pessoais ou dados sensíveis.
Também porque o
DPO vai atuar como ponto de contato entre a organização, os titulares dos dados e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD - órgão que regulamenta a LGPD no Brasil). O DPO facilita o exercício dos direitos dos titulares de dados, como solicitações de acesso, retificação, eliminação, entre outros. Isso ajuda a fortalecer a transparência e a confiança dos titulares em relação ao tratamento de seus dados pessoais pela organização.
Além disso, o
DPO é a figura chave para minimizar riscos de vazamento, promover que sejam realizadas as auditorias internas ou externas e também promover uma cultura de proteção aos dados dentro da organização. O DPO está totalmente conectado às ações de conformidade com a LGPD que citamos na sequência.
Para garantir conformidade através da implementação da LGPD, é essencial seguir uma série de etapas fundamentais. Vamos explorar cada uma delas detalhadamente:
O mapeamento de dados pessoais envolve identificar e documentar todos os dados pessoais que uma organização coleta, utiliza, armazena e compartilha. As etapas incluem:
As AIPDs são uma ferramenta para identificar e minimizar os riscos à privacidade dos dados. Para que isso aconteça, sua empresa deve seguir os seguintes passos:
Para proteger os dados pessoais, é fundamental implementar medidas de segurança adequadas:
A gestão de consentimento envolve obter, documentar e gerenciar o consentimento dos titulares de dados para o processamento de seus dados pessoais.
Além disso, é necessário garantir o cumprimento dos direitos dos titulares de dados, como acesso, retificação, exclusão, portabilidade, entre outros.
As políticas de privacidade devem ser claras, acessíveis e explicar como os dados pessoais são tratados. Isso inclui:
É crucial conscientizar e treinar todos os funcionários sobre as normas da LGPD e práticas de proteção de dados. Os pontos mais importantes que sugerimos são:
Para garantir conformidade contínua com a LGPD, é essencial realizar auditorias periódicas para revisar as práticas de proteção de dados, verificar conformidade com políticas internas e identificar áreas de melhoria.
Também é preciso
monitorar orientações e interpretações da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), adaptando políticas e práticas conforme necessário. Sua empresa também deve se manter informada sobre novas tecnologias e práticas emergentes relacionadas à proteção de dados, considerando como elas podem impactar suas operações.
Um dos maiores erros em relação à conformidade com a LGPD é subestimar a complexidade e a abrangência das exigências da lei.
Por isso, garanta que toda a empresa e demais envolvidos tenham conhecimento completo dos requisitos da LGPD e
faça capacitações contínuas aos funcionários, até porque a LGPD sofre atualizações e tem interpretações diversas. Quanto mais conhecimento, mais sua empresa garante conformidade.
O fato é que garantir conformidade com a LGPD exige um esforço coordenado que abrange desde o mapeamento inicial de dados até a implementação de medidas técnicas, organizacionais e educativas, incluindo a segurança da informação dentro da organização. Isso não apenas assegura conformidade legal, mas também fortalece a confiança dos titulares de dados e protege a reputação da empresa.
Para continuar se informando e garantindo a conformidade com a LGPD da sua empresa, nossa dica é saber sobre a
diferença entre seguro cyber e seguro DPO.
Gostou do conteúdo? Confira outros posts recentes:
Rodovia José Carlos Daux, 600, módulo 10 - João Paulo, Florianópolis / SC
CNPJ: 11.517.774/0001-00
Avenida Paulista, 302 - Bela Vista, São Paulo / SP
CNPJ: 11.517.774./0002-91
Todos os direitos reservados | NV Seguros Digitais