A internet trouxe ferramentas de automação que facilitam a vida de todos e a troca de informações direta e quase instantânea é uma delas. Por isso, nada mais normal a preocupação com os dados disponibilizados no meio cibernético. E é aí que entra a criptografia como um dos modelos usados para melhorar a segurança.
Ao contrário do que pode parecer, a criptografia já existe há séculos, sendo utilizada em períodos de guerra para inviabilizar o vazamento de informações para o inimigo. No mundo moderno, essa ferramenta codifica dados sigilosos e sensíveis permitindo que apenas o emissor e o receptor terem acesso ao conteúdo.
Mas, você deve estar se perguntando: como a criptografia faz isso? E qual a serventia de toda essa burocracia? Vamos te mostrar como a ferramenta se define e qual sua usabilidade na tecnologia atualmente.
Imagine uma conversa entre duas pessoas com a possibilidade de uma terceira estar ouvindo. As duas primeiras não querem vazar informações e, por conta disso, usam uma linguagem conhecida apenas entre elas, um código. Dessa forma, o terceiro indivíduo não entende a conversa e as informações ficam intactas.
Na era moderna, com internet e dispositivos eletrônicos, a criptografia atua dessa mesma maneira com a ajuda de recursos avançados em programação e segurança de dados. Mas, a base é a mesma: um sistema que codifica as informações, impedindo intrusos terem acesso ao conteúdo.
Em outras palavras, o princípio da criptografia é embaralhar o conteúdo de uma mensagem ou de um arquivo. Essa “confusão” oculta os dados, que só podem ser reorganizados e lidos com um código ou uma chave.
E quem possui essa chave? O emissor da informação e o receptor. Por isso, podemos dizer: a criptografia mantém a confidencialidade dos dados, sua integridade e identidade.
O usuário pode usar o recurso para se proteger contra ameaças virtuais, como roubo de identidade e de dados específicos, assim como de invasão e fraude.
Por isso, usa-se muito em empresas e instituições que trabalham com dados sensíveis, muitas vezes cedidos por terceiros como bancos, empresas de tecnologia, telefonia, aplicativos de conversas ou sites de compras.
Isso se faz para garantir a circulação, leitura e armazenamento seguro de dados, seja lá quais forem. E essa preocupação vai ao encontro do alto nível de roubo de dados pessoais, algo bem comum no Brasil, inclusive.
Segundo um levantamento da Kaspersky , uma empresa de segurança da informação, em 2020 o Brasil foi o país com mais tentativas de roubo de dados pessoais e financeiros na internet, uma prática de Engenharia Social conhecida como phishing .
Como estamos falando de um recurso moderno e tecnológico, a criptografia pode estar inserida tanto em mídias físicas (computadores, celulares, tablets) e na nuvem, quanto na Internet.
Um exemplo prático no mundo empresarial é quando a tecnologia é aplicada em procedimentos online entre uma companhia e seu cliente. Assinar contratos pela internet ou armazenar arquivos e documentos entram nessa linha.
Em aplicativos de conversa, a criptografia impede um terceiro de invadir o espaço e o que é falado entre as duas partes. Os apps mais famosos no mundo, como WhatsApp e Telegram utilizam desse recurso.
Se você quer proteger os seus dados e dos seus clientes, então a resposta é sim! É essencial apostar num sistema com criptografia. A questão é saber qual a opção mais indicada em cada caso.
Existem diversos tipos de criptografias e cada uma conta com elementos próprios, sendo algumas mais seguras e outras funcionam para uma situação específica. Conheça:
Na simétrica existe apenas uma chave para criptografar e descriptografar uma informação. Com isso, o emissor e o receptor usam o mesmo item para visualizar os dados. O sistema de simétrica mais usado atualmente é o Advanced Encryption Standard (AES).
Apesar de sua importância, existem limitações nesse tipo. Afinal, é o modelo mais básico no mercado e muitas vezes precisa ser utilizado em conjunto com outros algoritmos, para reforçar a segurança.
Aqui temos um par de chaves, onde o conteúdo criptografado por uma só pode ser criptografado por outra. Esse modelo usa uma chave pública, a qual pode ser trocada com qualquer pessoa, e outra privada, onde apenas o dono tem acesso.
O sistema mais comum para a assimétrica é o Rivest-Shamir-Adleman (RSA).
O Hash usa algoritmos para transformar os dados em caracteres de comprimento fixo. Essa função ocorre de forma diferente das anteriores, por não ser possível transformar o hash nos dados originais.
A intenção aqui é manter a identidade e integridade do conteúdo de informações trocadas, conhecida como assinatura digital. Nela, apenas o dono conhece a chave e somente ele consegue decodificar uma informação em hash.
A ideia é ter um elemento extremamente difícil de desvendar, funcionando como impressões digitais para proteger contra modificações não autorizadas.
Lembra quando falamos de phishing ? Então, os sítios eletrônicos são uma das fontes mais utilizadas para esse tipo de golpe. Por isso, é preciso entender como evitar a situação e identificar os sites falsos.
Abaixo, listamos algumas boas práticas:
Deu de perceber como essas situações são complicadas, especialmente na era da LGPD . Quem leva o trabalho a sério, deve manter a integridade dos dados da empresa e dos clientes.
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